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Fortaleza, onde o sol brilha o ano inteiro.


Finalmente chegamos a Horizonte, a terra Natal do Troller. Conhecemos a fábrica, acompanhamos passo a passo toda a linha de produção: desde a moldagem da carroceria de fibra, pintura, solda, montagem, até os acertos finais do acabamento. Ficamos surpreendidos por ver como nasce o jipe cearense.

"Alguns processos poderiam ser mecanizados, mas faz parte da política da companhia empregar mão de obra local, o que resulta no carinho artesanal próprio do Troller", diz Mário Araripe, presidente da empresa.

Ao sair da "incubadora", o jipe passa por um test-drive carregado de adrenalina. Ayrton, o piloto de prova, nos levou para acompanhar seu trabalho. Nunca precisamos tanto de um cinto de segurança!! Ele é quem garante a qualidade para satisfazer qualquer desejo de seus felizes proprietários.

Antes de chegar na grande cidade, paramos em Caponga, no litoral sul do Ceará. Praia comprida e de mar tranqüilo, onde repousam jangadas no cair da tarde. Nosso objetivo lá era conhecer a vida dos pescadores da região e descobrimos que nem só de pegar peixe vivem esses homens.

Há quinze anos, a Colônia de Pescadores organiza a Regata de Paquetes de Águas Belas, uma esperada competição interestadual que movimenta aqueles que esquecem um pouco da pesca e se concentram nas amarras das velas, reparos no barco, tudo para equipar bem o seu paquete. A última regata teve 42 participantes e o vencedor foi Luis Assis Costa, que já ganhou 4 provas.

Enquanto os maridos estão no mar, as mulheres dedicam seu tempo à trabalhosa e delicada arte da renda. Trançam e cruzam os fios amarrados no bilro, atrelados ao desenho no papelão com espinhos de mandacarú, formando os mais lindos desenhos, transformando toalhas, vestidos, blusas e passadeiras em obras dignas de exposição.

Infelizmente, é uma profissão fadada a se extinguir. Por demandar muito tempo e ser pouco rentável, muitas mulheres estão deixando de fazer renda para trabalharem como caseiras. Mesmo as que insistem na profissão sabem que sua arte não terá continuidade, pois suas filhas escolhem seguir outros caminhos que garantam uma "renda" maior.

Da pacata Caponga partimos para a metrópole, agitada por shows, arraiais, forrós, bares e restaurantes, sem falar na tradicional caranguejada nas noites de quinta-feira. Mas o melhor programa que fizemos na cidade foi cruzar as dunas de suas praias com um comboio da Troller.

Arnoldo, experiente piloto que tem Paris-Dakar em seu currículum, é quem toma a frente neste terreno. Várias vezes ele some no alto da duna e só vai aparecer muitos metros pra baixo. E nos vimos como o próximo carro... Não dá pra enxergar a descida na frente, de tão íngrime. Só resta seguir os conselhos: 4x4 reduzida, engatar a primeira, segurar o frio na barriga e deixar o carro ir, sem encostar na embreagem, freio ou acelerador. GALERA, É ADRENALINA TOTAL!!!!!!

Agora podemos entender porque as pessoas simplesmente se apaixonam por esse carro. É um brinquedo nas mãos de médicos, juízes, empresários que realizam seus sonhos de infância nos fins de semana. O melhor exemplo desses aficionados é o publicitário Paulo. Um dia ele entrou na concessionária Troller Tyressoles
para resolver um problema de mecânica em seu "ex-carro". Sentado na sala de espera, começou a conversar com Carlos, que perguntou se ele conhecia o Troller. Respondendo que não, foi convidado para dar uma voltinha off road. Fez o mesmo percurso que nós, pelas dunas da praia do Cumbuco. Foi o bastante para assinar o cheque quando retornou à Tyressoles.

Na sua primeira aventura, levou um casal de amigos em lua-de-mel e uniu-se a um comboio, sem conhecer ninguém. Mas logo se enturmou, pois os novos companheiros tiveram que o desatolar algumas vezes. Depois de seis horas bateu um recorde de estréia: Capotou o carro, que sequer havia sido emplacado!

Com exceção das três costelas quebradas da amiga e uma lua-de-mel adiada, a estripulia não rendeu maiores conseqüências, a não ser o novo apelido: Paulo Virador. Está enganado quem pensa que a brincadeira acabou. " Não acabará nunca... É como um verme", nas palavras dele. Assume sua dependência dizendo não ser um jipeiro, mas sim, na mais nova palavra do dicionário aurélio brasileiro - "Trolleiro".

Essa paixão também contagiou a equipe Trilha, que fez do Troller a sua casa ambulante e não vê a hora de alcançar nossas novas fronteiras: Delta do Parnaíba e Lençóis Maranhenses, o deserto brasileiro.





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