A cidade fantasma...
| Agora
estamos no sul da Chapada Diamantina, mais precisamente em uma
antiga cidade construída integralmente de pedras, chamada Xique
-xique do Igatu, município de Andaraí. Tudo aqui é feito de
pedra: as casas, a igreja, o cemitério... |
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Este lugar é na verdade um museu a céu
aberto, um verdadeiro sítio arqueológico a ser descoberto, repleto
de crianças e flores.
Pelas casas dos mais antigos garimpeiros da região, como Lindaura
(...), ainda são feitos os mais diversos pratos regionais, como o
cortado de mamão, a palma e o xique - xique, sempre preparados no
tradicional fogão de lenha.
Entre os antigos casarões coloniais e casas de pedra reconstruídas
em cima das ruínas, encontramos várias relíqueas da época áurea do
garimpo, como um terno e um óculos de Ruy Barbosa, pessoas que frequentaram
no passado a região que já teve cerca de 30 .000 hab e hoje conta
apenas com 400.
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A antiga cidade
do garimpo, hoje chamada de cidade fantasma, foi construída
por voltas de 1840. Trata-se da história do Brasil que não aprendemos
na escola. São tantas lendas, fatos acontecidos, coronéis...
Sr. Guina que diga. Garimpeiro
de sorte do local, nos contou histórias fantásticas sobre diamantes
e fantasmas sob a luz de velas de sua bodega, que funciona somente
a noite quando
se encerra o garimpo. |
A cada dia que passa nos envolvemos
mais com estes fatos, que embora pareçam passado, fazem parte do dia-dia
da população local destes povoados.
Em Andaraí, o município distante 30 km de Igatu, ficamos hospedados
no "Casarão da Felicidade", de Edson "Pacó", uma ex-sede de fazenda
que foi adaptada para os amigos, se assim podemos dizer. Na geladeira,
só cerveja. Nos quartos, uma mesa de bilhar oficial de 1910 vinda
da Inglaterra, uma mesa de pebolim, uma mesa de ping pong e no outro
uma espécie de museu de peças e acontecidos off road. Isto sem falar
na pequena coleção de 15 impecáveis jipes e caminhões... na garagem
do casarão.
| Nessa
estadia, tivemos a oportunidade de conferir as comemorações
da Festa do Divino e a feira local que acontece toda segunda
feira. Trata-se de um feirão a céu aberto que vende de tudo
na rua, da galinha ao requeijão da fazenda. Esta feira representa
um feriadão para os locais. |
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A cidade pára em função da feira e as figuras mais remotas das montanhas
aparecem na cidade.
Aqui, até o cabeleireiro aqui é atração. Um ex-garimpeiro, filho de
garimpeira, neto de garimpeiro que tem uma coleção de diamantes !!??
Foi inevitável deixarmos de comprar algumas relíqueas dele.
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Agora, diante do
casarão em que nos hospedamos em Igatu, o futuro e passado se
encontram: as pessoas que aqui viveram e vivem, as festas, as
brigas entre coronéis, o chão velho de madeira. Não existem
palavras para descrever. A Chapada Diamantina é um lugar encantador.
Nos despedimos com diamantes no bolso seguindo para o norte,
terra do forró, terra do chapéu de couro, em tempo de novas
festas e novas trilhas. |
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