Aniversário em
Canudos
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de um banho no Açude de Cocorobó, um por do sol inesquecível
e de mais histórias, desta vez pelas palavras do Sr. João de
Régis, fomos pra casa da Dona Madalena. Em dia de aniversário
precisávamos mesmo de um descanso... |
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Lá estavam todos nossos novos amigos
e pessoas que conhecemos em Canudos Velho, requebrando ao conhecido
e velho som do axé 2000. A anfitriã da festa preparou frango e peixe
para o jantar e, para manter a tradição local, chamou seu Landinho
e sua banda, bem como todo o povoado.
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O tocador
de Pé de Bode, como é conhecida aqui uma sanfona de oito baixos
(a mesma usada por Januário, pai de Luiz Gonzaga), acompanhado
de Raul no pandeiro, Lili no triângulo e Dão na zabumba, tocou
um parabéns nascido no sertão. |
É uma valsinha que diz: "Parabéns pelo
seu aniversário/ muitos anos de vida que tem/ Vamos todos cantar pra
você/ Parabéns, parabéns, parabéns!".
Quebrada a timidez inicial, o forró rolou solto durante toda a noite!
Imaginem só que festa!
O bolo quase que não sai. Assado num forno a lenha, o macaê (bolo
de milho) deu trabalho à Dona Madalena, que teve de usar lenha por
baixo e por cima da panela de alumínio, para acelerar o processo.
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A festa continuou
ao som emocionante da Banda de Pífanos de Bendegó. Banda formada
por uma família de músicos, é liderada por seu Antônio, quem
ensinou os filhos a tocar e construiu todos os instrumentos:
duas flautas (chamada aqui de gaita), uma caixa e uma zabumba.
Tocaram muitas modinhas locais e lundu, antiga dança do interior.
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Apesar
da vida sofrida que levam os sertanejos, sabem muito bem comemorar
com alegria uma ocasião especial, esquecendo os flagelos e dançando
no ritmo do forró que atravessou a noite estrelada, iluminando
a lua refletida no açude que esconde história... Foi um autêntico
aniversário dos confins do sertão baiano, que nunca mais esqueceremos.
Obrigado a todos!
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Que esta terra e este povo nunca mais
saibam o que significa a palavra "seca".
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